Como tudo começou

Mais do que uma empresa ou clínica para atendimento nutricional, a Nutriterapia é um projeto desde o início pensado priorizando o aspecto educativo. Minhas convicções pessoais são de que está na educação nutricional, principalmente de crianças e mães, a solução para o maior problema de saúde pública dos dias atuais. É a má qualidade alimentar o mal do século, cuja consequência mais visível, mas não única, é a obesidade. Será um prazer expressar um pouco desta filosofia.

Débora Rosa
Nutricionista Responsável e Fundadora da Nutriterapia.

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Mais do que uma empresa ou clínica para atendimento nutricional, a Nutriterapia é um projeto desde o início pensado priorizando o aspecto educativo. Minhas convicções pessoais são de que está na educação nutricional, principalmente de crianças e mães, a solução para o maior problema de saúde pública dos dias atuais. É a má qualidade alimentar o mal do século, cuja consequência mais visível, mas não única, é a obesidade. Será um prazer expressar um pouco desta filosofia.

Iniciei a idealização da Nutriterapia enquanto era nutricionista contratada de um hospital privado em São Paulo. Fiz toda a minha formação em Nutrição Clínica, sempre em hospitais. Durante estágio de aprimoramento no Hospital das Clínicas de São Paulo, tive o primeiro contato próximo com gestantes e recém-nascidos, e me impressionou o desconhecimento de conceitos básicos de Nutrição mesmo em pacientes que deveriam controlar rigorosamente a alimentação. Era impossível não imaginar a forma como as crianças seriam alimentadas.

Já trabalhando em hospitais gerais, sentia que não havia o espaço adequado para aplicar o aspecto educativo da Nutrição, já que infelizmente na maior parte do tempo fica-se dedicado ao aspecto administrativo da rotina. Sei que há hospitais que dão a devida importância a educação nutricional dos pacientes, tanto no regime ambulatorial quanto de internação, mas infelizmente estes são a grande minoria. O pequeno número de nutricionistas inviabiliza a atuação profissional plena, restringindo-a a papéis burocráticos que, ainda que importantes, não me faziam feliz. Desta insatisfação nasceu a vontade de empreender, abrir os próprios caminhos derivados da própria intuição.

A Nutriterapia começou colocando como prioridade a educação nutricional infantil, através de atendimento pessoal nos moldes clássicos de consultório, mas principalmente de parcerias com escolas. Ofereci às instituições uma atividade anual sobre apresentação dos alimentos e nutrição, a ser realizada em classes com crianças de 2 a 6 anos (os detalhes ficam uma outra “matéria”). O contato direto me permitiu diagnosticar os conceitos incorretos de alimentação ouvindo as próprias crianças. Era chocante perceber que crianças de 5 anos sequer sabiam reconhecer frutas corriqueiras, como um melão comum enquanto outras choravam com medo de um kiwi. Desenvolvi um curso em que os alimentos, em sua forma natural, eram apresentados de forma lúdica, fazendo com que da curiosidade típica das crianças viesse o interesse por experimentá-los. Vieram então histórias que seriam dignas de propagandas, como pais tendo que voltar a supermercado para comprar espinafre, que havia sido apresentado no mesmo dia.

Para atender os objetivos tive que aprender em cursos as bases do marketing, incluindo informática e administração. Ser empregado tem algumas vantagens, como não que se preocupar com fluxo de caixa, impostos, aluguel de consultório e eventuais calotes. Hoje a Nutriterapia tem um site de atualização frequente, um blog, instagram e outras mídias sociais, onde exponho fotos e informações práticas e úteis sobre alimentação natural e saudável.

A despeito de ser um projeto, a Nutriterapia também é uma empresa, como já exposto. Desta forma, aspectos comerciais também devem ser considerados. Imagino não ser necessário descrever o quanto os professores são pouco valorizados em nosso país, mesmo na rede privada. Simplesmente não era viável sobreviver apenas ensinando (quem sabe um dia?), mas este segue sendo meu projeto preferido. Quando recebi um convite para escrever um livro sobre fertilidade e alimentação, em parceria com o especialista em Medicina de Reprodução Arnaldo Schizzi Cambiaghi, infelizmente tive que escolher continuar apenas com o atendimento em consultório.

Foram seis meses, 4 períodos por semana ou mais, dedicada apenas a pesquisar sobre o impacto da alimentação na fertilidade e escrever, o que nunca havia feito na forma de livro. O resultado final foi lançado no final de 2012 e me enche de orgulho. Hoje tenho convicção de que outros livros virão.

Como desfecho natural, hoje as atividades de consultório ocupam a maior parte da agenda da Nutriterapia. Tenho o prazer de atender gestantes e crianças desde o período de lactação e introdução dos alimentos até crianças maiores com algumas restrições alimentares ou consequências da alimentação incorreta. Ensinar mães e crianças a romperem com a influência dos alimentos não saudáveis e seu marketing pesado, que já influencia a quarta geração de crianças, é tarefa árdua mas extremamente prazerosa. Ver famílias sendo capazes de fazer escolhas alimentares corretas e organizadas, libertadas do maldoso preconceito de que só se pode encontrar prazer em alimentos não saudáveis, é o aspecto mais gratificante deste trabalho. É gratificante, mas exige um trabalho intenso e extenso, não apenas uma receita de dieta ou uma tabela de alimentos proibidos.

É necessário mergulhar na vida da família e ensinar o caminho, não só onde se quer chegar. Este mergulho está representado no nome Nutriterapia.

Débora Rosa

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Meu nome é Débora de Souza Rosa, filha de Regina Rosa e Luiz Felipe nascida em Guarujá, esposa de Erico Oliveira, amante da natureza, dos alimentos, dos animais e da vida! Apaixonada por música, viagens, filmes e livros, resolvi estudar Nutrição e há mais ou menos 10 anos me formei nutricionista pela Universidade de Mogi das Cruzes. Iniciei minha atividade profissional no mercado hospitalar. Cursei estágio voluntário de aprimoramento no Hospital das Clínicas da FMUSP, em São Paulo em Obstetrícia e Neonatologia. Trabalhei ainda no Complexo Hospitalar Paulista (nem existe mais) e no Hospital São Camilo (unidade Pompéia). Em 2007, algo frustrada com a forma como a Nutrição é aplicada em hospitais, decidi buscar meu próprio caminho e criei a Nutriterapia. Após esta decisão busquei aprimoramento teórico em diversos cursos e pós-graduações.

Em 2011 criei o primeiro curso do Brasil inteiramente dedicado à pais, avós e cuidadores de crianças sobre alimentação infantil de 6 meses a 2 anos.

Em 2012, ano que transformou minha vida, escrevi meu primeiro livro – Fertilidade e Alimentação – guia alimentar para casais que desejam melhorar ou preservar sua fertilidade – em parceria com o médico especialista em Fertilidade e Reprodução Humana Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi. – presidente do IPGO – Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia.